sábado, 7 de fevereiro de 2009

A tragédia das férias

 

Férias na televisão é sempre lindo. Todo mundo passeando, sorrindo. Indo a lugares maravilhosos etc etc e tal. Bom, na vida como ela é as coisas não são bem assim. Chove, a gente suja roupa pra cacete, os lugares são uma bomba. Enfim, tudo normal.

Por exemplo, aqui na metrópole (Matinhos, pra quem não se lembra) tem milhares de programas. Barrrzinho (com sotaque do sul), praça, barzinho e visitação obrigatória as milhares de lojas de bugigangas. Passeio na praia não é lá grandes coisas, ainda mais para os cariocas. Enfim, cada um carrega a cruz que pode carregar. Quem manda não ir para a Disney. Ano que vem me vingo.

Querido, já repararam como comemos e sujamos roupa. Um inferno! Porque não somos igual a monges tibetanos e vivemos de luz? Tudo seria tão mais fácil. Bastaria um pano coral amarrado no corpo, nada mais e tudo estaria resolvido. Pra que comer? Livre-se deste mal que ele não te pertence (hauahuahs). Outra coisa que temos que nos livrar para nos tornarmos seres superiores. Lavação de roupa. Pra que lavar roupa? Virgem Maria! Por causa desta mania que temos em lavar roupa tive uma tragédia aqui na na casa do Edison. Vocês não tem noção.

Bom como tudo começou. Coloquei a roupa para lavar como faço a uns dez dias. Ah sim. A Escrava Isaura aqui não ia resistir ficar 10 dias longe de uma maquina de lavar (hauahuas). Já não bastava estar longe do fogão? Ficar longe da maquina de lavar era sacrifício demais. Vamos combinar. Bom, coloquei sabão, programei a  bicha, tudo nos tudo nos trinques e fomos almoçar.

Só que como como diz minha tia: urubu quando esta em dia de azar o de baixo suja na cabeça do urubu que esta em cima. Dito e feito. Quando saímos para fazer aquilo (maldoso). Pensou o que? Fomos almoçar, tá! Antes de sair verifiquei um tampão que o Edison tem para evitar a entrada de insetos pela tubulação. Gente, verifiquei tudo. TUDO MESMO!

Alguém aí pode se perguntar: Porque tanta preocupação com a entrada de insetos no apartamento. Gente, vamos combinar. Se barata do RJ não é fácil, imagina uma barata de Matinhos, totalmente desconhecida, precisando ser domesticada. Fala sério. Então é melhor não deixar a bicha entrar em casa mesmo. Todo cuidado é pouco. Para vocês terem uma idéia, as moscas daqui são de um tamanho descomunal. São enormes. Parecem verdadeiras uvas passas de tão grandes. Meninos e meninas quando vierem ao Paraná cuidado. Os bichos aqui ainda não foram totalmente catalogados e domesticados.

Bom, voltando. Aonde parei mesmo? Ah, deixei a roupa lavando e fomos almoçar. Fazer o que, né. Quando voltamos vimos uma aguinha escorrendo pela escada. Uma aguinha inocente, inocente. Aí Edison falou: Junior, cuidado para não escorregar porque estão lavando a escada. Eu ainda falei, puxa Dona Maria hoje resolveu trabalhar até mais tarde.

Quando chegamos na porta do apartamento havia um casal olhando para debaixo da nossa porta e vendo a aquela aguinha inocente (e eu já acreditando que nem era tão inocente assim saindo por debaixo da porta).

Sabe aquela sensação de você não querer acreditar. Na hora eu cheguei a pensar: Erramos a porta e a tal aguinha inocente (que a nesta altura do campeonato já era uma poça d'água) não é nossa. Só que Edison teimava em abrir a porta e a chave teimava em rodar na fechadura, confirmando a cada volta que eu estava errado e estávamos diante de uma tragédia. Quase uma tsunami ou o destino do Posseidon. Nada menor do que isto consegue explicara visão que teríamos após abrir aquela porta.

Quando a porta se abriu tudo confirmado. A casa estava alagada. Por motivos alheios a nossa vontade a água não desceu. O diabo do tampão resolveu funcionar que foi uma espetáculo. Olha aqui amigo, se tu ta rindo da minha tragédia, fazer o favor de parar, tá.

Agora eu pergunto e tu me responde. Porque nestas horas as coisas que não são para funcionar funcionam? Já repararam? Quando é para dar certo nada funciona, mas quando é para dar errado, BATATA. pqp. A vela nunca se apaga e pega fogo na cortina, a energia nunca falha e dá curto circuito, o tampão veda que é um espetáculo.

Resumo da opera. Tinha água até na altura da canela dentro de casa. Dava pra criar peixinho dourado e tudo. O Walter Planet abriu uma filial na casa do Edison naquele dia. Olha uma coisa de louco. E como tragédia pouca é bobagem. A casa não tinha ralo. Claro! Pra que ralo. A água não tinha para escolar para lugar nenhum. Tivemos que jogar toda a água escada abaixo. Olha aqui seu filhinho do coração…para de rir….

Como a merda já estava feita só nos restou uma alternativa. Secar tudo. Foi o que fizemos. Tome rodo. Tome pano de chão. Para melhorar, dona Maria (a Faxineira) passa e pergunta: O que houve? Edison quase disse: Nada dona Maria estamos lavando a casa. A gente sempre faz isto. A senhora não sabia disto?

Ah, lembram de Xande? Alexandre? Quem é a Alexandre? Alguém sabe? Alguém viu? Queridos ninguém viu. Ele apareceu na casa depois que terminamos todo o serviço com a cara mais deslavada do mundo e ainda teve a coragem de perguntar: nossa o que houve aqui?

Olha, e deu uma raiva que vocês não tem noção. Mais enfim, ele não teve culpa. A culpa foi minha por não prestar a atenção no que fiz.

Saldo da lavação. Dor na coluna, dor nos braços, dor na bacia. Quem manda ter vinte anos.

Beijos e abraços depois coloco as fotos da ceia de natal e conto da volta.

02.01.2009 (19)

 

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