Finalmente tive inspiração de escrever sobre o “Natal em Matinhos”. Nossa parece até título daquelas comédias pastelão que passam na sessão da tarde em que dá tudo errado durante o filme inteiro e no final dá tudo certo. Bom, Não vou negar pra vocês, deu tudo errado o filme inteiro e no final deu tudo certo (hauhauahus).
Primeiro, não tinha como cozinhar na casa (tragédia numero um). Segundo, mesmo que tivesse como cozinha, o dono da casa não queria que fizéssemos absolutamente nada (tragédia numero dois). Terceiro, não tinha aonde comprar nada (tragédia numero três), já esqueceram que matinhos é a capital mundial das bugigangas, uma verdadeira metrópole. Quarto, o dono da casa estava meio estressado com alguns problemas que aconteceram e achamos melhor fazer exatamente o que manda uma regra básica: Manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Aí pensei, bom vamos ter que comer de qualquer jeito. Afinal ainda não alcançamos o estado de graça absoluta de vivermos de luz que nem os monges tibetanos. Não adianta jogar sobre mim um pano laranja que algumas coisas básicas vou continuar fazendo. entre estas coisas encontram-se comer e sexo. Não tem jeito.
Bom voltando, como é noite de natal não deve ter nada aberto. Não tinha jeito. A grande metrópole, Matinhos, não estava preparada para os caipiras do RJ. Então o que fiz. Comprei algumas coisas prontas. Nada que fizesse sujeira. Não sei se vocês conhecem, mais existem uns legumes cozidos no vapor e embalados a vácuo. Comprei também um pote de maionese. Ah, comprei algumas carnes numa churrascaria. Comprei também umas latinhas de atum e Champion. Esqueci de falar do milho, ervilha e da seleta de legumes. Achei uma saladinha de frutas e uns salgadinhos feitos no forno num self service perto de aonde estávamos. Cheguei em casa e deixei tudo reservado.
Xande, coitadinho, estava desolado pensando que não teria ceia de natal. Só que eu, Xapolin Colorado, com toda a minha astucia pensei: Quando der mais ou menos na hora da gente comer arrumo nossos pratos e a gente come (Xande não contava com minha astucia). Ainda pensei: nosso amigo Edison talvez nem queira participar da ceia. Ele realmente estava muito chateado com alguns problemas, enfim.
Agora, sabe aquelas coisas mágicas de espirito de natal. Foi isto exatamente que aconteceu. De repete do nada, Edison resolveu sair de casa e quando retornou trouxe uma toalha linda demais e colocou na mesa. Quando vi aquilo, percebi o sinal que poderia arrumar os legumes de uma forma bonita e preparar as saladas. Estava tudo pronto mesmo. Parecia aquele desenho dos Jetsons. Só desembalar e comer. Foi tudo no improviso. Ah gente, vamos combinar que ficou bonitinho.
Bom, a torta foi comprada também (hauhauahus). Admito. Só que na hora de comer tinha tanto rum, mais tanto rum, que quase caímos desmaiados no chão. Não precisa nem dizer que o chato de plantão do Xande começou a reclamar. Ele abria a boca dizendo que estava pegando fogo. Dizia que precisava ir ao hospital. Que precisava beber água. Dizia que estava tonto. Foi um show a parte. Eu com minha lerdeza de sempre, achei o gosto um pouco forte, é verdade. Agora nada que merecesse tanto espetáculo. Sugeri que ele tentasse trocar a torta ou então que jogasse fora. Graças a Deus ele conseguiu trocar a torta por um pudim (que também estava uma delícia). Infelizmente o pudim não deu pra sair na foto.
Bom gente, como dizia Fernando Pessoa. No final tudo deu certo. Se ainda não deu certo é porque ainda não chegou ao final. O cumulo do otimismo é isto aí. Este foi mais um natal que passamos juntos. Fazer igual a personagem: Tá bom pra você? Bom bom, não tá, né. Faltou rabanada (Vocês acreditam que Xande reclamou disto? sem noção, né). Mas tá bom, tá bom, tá bom
Queridos, beijos e vamos ver se no próximo natal eu passo em Paris (hauhauahs).
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