Um amigo me perguntou porque abri um blog. Respondi secamente porque gostava de escrever. Mentira! Abri o blog porque achava necessário me expressar livremente sem ser interrompido. Não tenho problemas em receber críticas. Todos podem me criticas a vontade. Claro! Imagina. Vou respeitar todas as criticas sejam quais foram, desde que não me ofenda moralmente, tudo certo. Digo criticar no meio do meu pensamento. Isto me deixa louco.
Confesso também que gosto de viajar nas idéias. Já deu para perceber isto. Adoro uma conversa fiada. As idéias vem é vão igual aquela musica do Sempre Livre (lá vou eu de novo).
Amigo, Sempre Livre para quem não sabe era um conjunto musical velho pra cacete mais muito bom pra de deu. Elas cantavam umas musiquinhas sem muita pretensão, mas que davam uma vontade irresistível de dançar. Uma destas musicas eram de autoria de Herbet Viana e caiu como uma luva na voz rouca da líder do Sempre Livre. A musica se chamava Fui Eu. Era mais ou menos assim: Os pés descalços, queimando no asfalto…vejam o vídeo e divirtam-se….
Depois do meu devaneio, volto ao tópico. Bom, porque escrevo. Escrever me ajuda a arrumar as idéias. Serio mesmo. Sempre quando estou meio agoniado duas coisas me ajudam a me acalmar. Hidroginástica e escrever. A primeira por razões obvias. Exercícios físicos contribuem para a produção de adrenalina e serotonina. No meu caso, santos remédios para dor. A segunda opção foi uma recomendação do neurologista como uma forma de relaxar a mente. A principio achei meio maluca. Como? Ocupar a mente para relaxar a mente? Queridos, acreditem, realmente funciona. Pelo menos comigo que não sou muito normal funciona. Não sei se com nos seres perfeitamente normais funcionaria. Comigo funcionou como uma luva.
Porque não sou normal. Amigos, falo sozinho. Isto não é normal. Admito. Também tenho algumas manias que reconheço que também não são muito normais. Por exemplo, gosto de tudo mais ou menos certinho, também gosto de chegar no horário sempre, ou de seguir sempre as regras. Gente, isto também não é normal. O normal é querer transgredir as regras. As pessoas são assim. Todos que conheço são assim. Só que isto para mim é muito complicado. Vocês não tem noção como é complicado para mim transgredir as regras estabelecidas. Por isto assumo publicamente minha anormalidade.
Oh, melhorei muito. Atualmente, já avanço sinal vermelho durante a madrugada. Já não peço milhares de perdão quando chego atrasado a uma reunião ou a um encontro por causa do transito. Transito então é uma boa desculpa ótima para atraso.
Bom, feito minha mea culpa. Volto ao texto. Outro dia achei um texto muito interessante sobre as propriedades terapêuticas de escrever. Achei numa revista muito conceituada chamada Mente e Cérebro. Aí não sei se todos tem acesso a esta revista, resolvi transcrever na integra o texto. Será que eles vão ficar chateados comigo? Será que vou ser processado. Bom coloco a referencia, a data e o autor. Já estou aqui sofrendo porque copiei um texto da internet. Estão vendo como sou. Bom, por via das dúvidas, coloquei o texto entre entre aspas e em itálico. Dá para perceber que o texto está IPSIS LITERIS. Aha, agora peguei pesado! Procurem no Google o significado de Ipsis Literis. Me recuso a dizer.
Bom, como dizia Odorico Paraguaçu, Vamos deixar de lado os entretantos aos finalmentes.
“Quando o remédio é escrever
Efeitos terapêuticos de manter blogs atraem atenção de pesquisadores
por Jessica Wapner
© VR Photos/Shutterstock
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A busca por uma vida mais saudável pode ser um dos motivos do enorme aumento do número de blogs. Estima-se que sejam cerca de 3 milhões por todo o planeta. Cientistas e escritores há anos conhecem os benefícios terapêuticos de escrever sobre experiências pessoais, pensamentos e sentimentos. Mas, além de servir como um mecanismo para aliviar o stress, expressar-se por meio da escrita traz muitos benefícios fisiológicos. Pesquisas mostram que com a prática da escrita é possível aprimorar a memória e o sono, estimular a atividade dos leucócitos e reduzir a carga viral de pacientes com aids e até mesmo acelerar a cicatrização após uma cirurgia. Um estudo publicado na revista científica Oncologist mostra que pessoas com câncer que escreviam para relatar seus sentimentos logo depois, se sentiam muito melhor, tanto mental quanto fisicamente, em comparação a pacientes que não se deram a esse trabalho.
Pesquisadores empenham-se agora em explorar as bases neurológicas em jogo, especialmente levando em conta a explosão dos blogs. De acordo com a neurocientista Alice Flaherty, da Universidade Harvard e do Hospital Geral de Massachusetts, a teoria do placebo para o sofrimento pode ser aplicada a esse caso. Como criaturas sociais, recorremos a uma variedade de comportamentos relacionados à dor. A reclamação, por exemplo, funciona como um “placebo para conseguir satisfação”, afirma Flaherty. Usar o blog para “botar a boca no mundo”, expressar insatisfações e partilhar experiências estressantes pode funcionar da mesma forma.
Flaherty, que estuda casos como a hipergrafia (desejo incontrolável de escrever) e também o bloqueio criativo, analisa modelos de doenças que explicam a motivação por trás dessa forma de comunicação. Por exemplo, as pessoas em estado de mania (pólo oposto à depressão, característico do transtorno bipolar) geralmente falam demais. “Acreditamos que algo no sistema límbico do cérebro fomente a necessidade de a pessoa se comunicar”, explica Flaherty. Localizada principalmente no centro do cérebro, essa área controla motivações e impulsos relacionados a comida, sexo, desejo e iniciativa para resolução de problemas. “Sabemos que há impulsos envolvidos na criação de blogs, pois muitas pessoas agem de forma compulsiva em relação a eles. Além disso, o hábito de mantê-los atualizados pode desencadear a liberação de dopamina, os estímulos são similares aos que temos quando escutamos música, corremos ou apreciamos uma obra de arte”, diz Flaherty.
Os lóbulos frontal e temporal, que controlam a fala (centro dedicado à escrita está diretamente conectado ao cérebro), talvez tenham, também, um papel importante nesse processo. Lesões na área de Wernicke, localizada no lóbulo temporal esquerdo, por exemplo, resultam em fala excessiva e perda da compreensão da linguagem. Pessoas com afasia de Wernicke apresentam linguagem inarticulada e é comum escreverem constantemente. Tendo em vista essas características, Flaherty especula que alguma atividade nessa área poderia estimular o desejo de criar blogs.
Cientistas reconhecem, porém, que a neurobiologia da escrita terapêutica ainda apresenta muitos pontos obscuros. As tentativas de retratar o cérebro antes e depois de escrever renderam poucas informações, pois as regiões ativas estão localizadas em áreas muito profundas do sistema cerebral. “Estudos recentes com ressonância magnética funcional demonstraram que o cérebro trabalha de forma diferente antes, durante e depois de escrever”, observa o psicólogo James Pennebaker, da Universidade do Texas, em Austin. Mas o pesquisador e vários de seus colegas ainda são céticos quanto ao valor dessas imagens, pois são difíceis de reproduzir e quantificar.
O que se sabe é que a escrita ativa um conjunto de vias neurológicas – e vários estudiosos estão comprometidos em descobri-las. Na Universidade do Arizona, o psicólogo e neurocientista Richard Lane usa técnicas de imagem cerebral para estudar a neuroanatomia das emoções e a forma como elas são expressas. Nancy Morgan, principal autora do estudo publicado na Oncologist, pretende realizar novos estudos baseados na comunidade e ensaios clínicos sobre a escrita expressiva. Pennebaker continua a investigar a ligação entre a escrita expressiva e alterações biológicas, como uma melhor noite de sono, que são essenciais à saúde. “Acredito que o foco no sono é um dos mais promissores”, diz. Sejam lá quais forem as causas subjacentes, as pessoas diagnosticadas com câncer e com outras doenças graves estão buscando (e encontrando) cada vez mais conforto na blogosfera. “Sem dúvida criar blogs traz benefícios. E, diferentemente de um diário de cabeceira, os blogs oferecem o benefício adicional de atrair leitores receptivos, que viveram situações similares”, considera Morgan, que planeja incorporar programas de redação ao programa preventivo para pacientes de câncer.
Mente Cerebro - edição 192 - Janeiro 2009”
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