terça-feira, 15 de setembro de 2009

A difícil arte de continuar nossa aventura

 

Todas as Cartas de Amor são Ridículas (Álvaro de Campos)

       Todas as cartas de amor são
       Ridículas.
       Não seriam cartas de amor se não fossem
       Ridículas.

       Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
       Como as outras,
       Ridículas.

       As cartas de amor, se há amor,
       Têm de ser
       Ridículas.

       Mas, afinal,
       Só as criaturas que nunca escreveram
       Cartas de amor
       É que são
       Ridículas.

       Quem me dera no tempo em que escrevia
       Sem dar por isso
       Cartas de amor
       Ridículas.

       A verdade é que hoje
       As minhas memórias
       Dessas cartas de amor
       É que são
       Ridículas.

Escolhi este poema para falar de um filme que assistimos neste final de semana. Chama-se UP: Altas Aventuras (em português). Gente, me perdoem, mas vou fazer um resumo do filme. Não pretendo falar a história e sim minha percepção. Então quem não quer saber que vão para outro lugar.

Tudo começa com um menino sonhador, porém tímido (Carl). Este menino tem seu próprio mundo, suas próprias histórias. Um belo dia este mundo é subitamente invadido por uma outra sonhadora, porém extrovertida menina (Ellie).

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Eles se tornam amigos de infância e vão planejando o futuro juntos. Ellie sonha alto. Muito alto. Tão alto que ela tem um livro de coisas que ela pretende fazer no futuro. Este livro é um segredo que apenas Carl conhece. Neste momento começa a emoção no filme.

Carl e Ellie crescem e a amizade entre eles cresce junto e se transforma em sentimentos cada vez mais forte. Até que eles se casam e continham a fazer planos e planos.

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Os dois constroem uma vida toda juntos. Gente, é lindo ver. Só quem tem uma vida a dois construída de verdade entende esta parte. Eles fazem tudo juntos. Vão ao mercado. Limpam pequenos detalhes da casa. Deixam marcas dos dois em pequenos pontos da casa como que demarcando o território. A música de fundo é linda e o clima envolvente.

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A primeira parte do filme se dedica a passar todas as etapas da vida de um casal. A construção da casa. Os sonhos de ter um bebê. A frustação da perda deste bebê. A dificuldade em guardar dinheiro frente aos problemas do dia a dia. O envelhecimento. A doença. Finalmente a morte de um dos membros do casal. Só que tudo é tão docemente passado que é difícil não se envolver e se encantar.

Não sei para vocês. Para mim este com certeza será um momento muito complicado. Claro que vou viver minha vida. Não tenho dúvidas disto. Mas não estou nenhum pouco preparado para isto. Por mais que me prepare. Não tenho certeza se quero me preparar para isto. A discussão está em outro nível.

Vamos voltar. Bom, Carl então se vê sozinho. Fazendo as mesmas coisas que fazia com Ellie. Nos mínimos detalhes. Este momento é um pouco doido. Porque novamente. Só quem viveu uma relação longa sabe. São nos detalhes que os relacionamentos se diferenciam. Tem até uma música do Roberto que fala isto. Enfim. Carl então estava preso a um passado que não retornaria e por isto não tinha condições de enxergar o futuro, por mais negro que fosse.

Neste interim, surge um escoteiro tentando ajuda-lo. Na realidade o pobre do escoteiro que ganhar uma medalha por ajudar um idoso. Carl está tão amargurado, que se recusa inclusive ser ajudado e inventa qualquer bobagem. Mas o pobre do escoteiro não desiste.

Bom, a história dá uma guinada e Carl para fugir do mundo, de uma perseguição e para concretizar um antigo sonho de Ellie faz a casa inteira voar em milhares de balões de gás (amores, favor lembrarem que se trata de uma história fantástica com direito a quase tudo).

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Esqueci de dizer, né. Ellie tinha um sonho antigo de morar num paraíso sul americano. Carl então resolve concretizar este sonho. Colocar a casa inteira neste paraíso. Aí a aventura começa. Lembram do escoteiro? Pois bem, nosso herói (sim o herói é o escoteiro) estava escondido na varanda da casa e é um show a parte no filme.

Mas a diante também acabamos por descobrir que o escoteiro também é gente como a gente. O menino tem um pai ausente. Vive num mundo de faz de contas, com sérios problemas de convivência. Inclusive hoje conversando com minhas amigas do saúde brincar (projeto do Instituto Fernandes Figueira) ficamos filosofando se o problema de obesidade de Russell não estaria relacionado com questões de aceitação etc etc. Coisas do povo da saúde mental (rsrs).

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A verdade é a seguinte. Carl e Russell se transformaram em bons amigos. Ambos serem solitários. Um pela perda de um grande amor. Outro pela ausência. Esse ponto em comum uniu os dois.

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A história continua. Agora uma nova aventura. Eles tem que, além de colocar a casa no lugar, salvar uma ave raríssima de um caçador sanguinário. Coisas da Disney.

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Para salvar a tal ave rara eles contam ainda coma ajuda de um cachorro que aparece. Depois eles descobrem que o cachorro pertence ao tal caçado sanguinário. Também coisas da Disney.

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Enfim. A história agora segue num estilo bem mais corrido. A final tem que agradar a garotada também Aparece o homem mal de verdade. Até então estava difícil para as crianças saberem quem era o bom e o mal da história. Porque tanto Carl quanto Russell diversificavam no papel de bom e mal da história. Eles são humanos (apesar de serem personagens de um desenho animado).

A historia continua e continua. Até o momento em que Carl tem que fazer uma escolha. A mais dura e mais bonita do filme. Continuar preso ao passado e realizar o sonho de Ellie ou se livrar deste passado e salvar seus novos amigos. Porque isto. Os balões de gás que sustentam a casa já perderam a força e não agüentam mais o peso. Para isto, Carl terá que se livrar de literalmente tudo. Literalmente tudo mesmo. Tudo que o prende a Ellie terá que ser deixado para trás para que ele possa salvar seus novos amigos.

Neste momentos, tinha neguinho com a mão na cabeça se coçando. Por alguns momentos Carl resolve se prender ao passado e realizar o sonho de Ellie. Senta na antiga cadeira do casal e folheia o álbum de “Coisas que Ellie gostaria de fazer no futuro”. Gente este momento é cheio de emoção. Carl descobre que as “Coisas que Ellie gostaria de fazer no futuro” já foram todas feitas, só que com Carl. Um casamento feliz. Uma velhice feliz. Uma vida a dois toda feliz. No final do álbum está escrito. Amor, siga sua história a partir daqui.

Lendo isto, Carl finalmente compreende a necessidade de tocar a própria vida e se desvencilhar do passado. Não se trata de esquecer Ellie. Trata-se de dar espaço para que coisas novas entrem. Para isto é necessário que as coisas velhas saiam. É isto que ele faz. Joga tudo da casa literalmente fora. Assim a casa fica leve e ele consegue salvar todos os amigos.

Bom, como ultima emoção do filme. Não poderia faltar, claro, é a entrega da medalha pela ajuda ao idoso de Russell. Outro momento carregado de emoção. Lembram que Russell tinha um pai ausente. Bom, continuou e claro que faltou a cerimônia. No entanto, Carl foi e fez questão de entregar a medalha. Além desta medalha, ele também entregou uma outra medalha que para ele (Carl) e Ellie tinha um significado muito especial. Era a medalha que uniu os dois. Não houve quem não lacrimejasse neste momento e não vou contar este final. Todos merecem assistir.

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Gente, Vale a pena assistir. Não percam.

beijos e abraços.

domingo, 6 de setembro de 2009

Ela chegou

 

Tem tempos que não posto nada. Resolvi postar. Tenho milhões e milhões de novidades. Primeiro que resolvi voltar a estudar. Vocês devem pensar: “- Que loucura, depois de um mestrado, um doutorado e um rebolado vai voltar a estudar?!?!”. Ah gente, achei necessário. Minha formação é muito capenga para a área que resolvi trabalhar. Além do mais só Freud explica (hauahus). Tem alguma coisa de desejo reprimido mesmo. Sei lá.

To fazendo farmácia. To amando, nem precisa dizer. To amando mesmo. Nunca pensei que fosse gostar tanto. Não tenho vocação pra médico ou outras profissões da área da saúde. Agora farmácia. Nossa, me surpreendeu. Acho que é porque junta um pouco da área tecnológica. Sei lá. Por enquanto ainda estou bem no comecinho. Minha formação é bem diferente e não consegui muitas isenções. As disciplinas do doutorado não serviram pra muita coisa (lembram? meu doutorado foi na área de saúde, mas não valeu de nada). Me disseram que somente disciplinas de graduação podem isentar disciplinas de graduação. Então vamos que vamos.

Outro ponto positivo nesta minha empreitada. Deu uma renovada nas idéias. Gente nova ajuda. Outro dia conto minhas aventuras na faculdade. De fato hoje resolvi postar para contar uma novidade muitíssimo maior, mas que coincidiu junto com a minha volta as aulas. Ela nasceu. Ela? Vocês não sabem quem é Ela! Como assim???

Ela simplesmente é a mais nova dona de meu coração. Ela se chama Letícia, nasceu dia 18/08/2009, uma leonina. Falando nisto, deixe-me ver o que os astros dizem sobre os nascidos sob o signo de leão:

 

Leão

23 de Julho até 22 de Agosto

Leão, o quinto do zodíaco, é de longe o signo mais radiante. Reproduz simbolicamente o início da juventude e o período da adolescência humana. Reveste-se assim de um otimismo típico dos jovens. A vida para o leonino é um evento a ser festejado a toda hora. Seu sorriso ensolarado é um sinal desta alegria contagiante que possuem. Expansivos e calorosos, os leoninos vão agregar em torno de si um círculo muito grande de amigos. Como o Sol, que rege este signo, atrai e mantém os planetas em torno de si, o leonino estará sempre satisfeito em sentir que todos estão reunidos em torno dele; que é ele quem os atrai. Todo este glamour torna o leonino um artista teatral por excelência. O poder que exercem é espontâneo: está impregnado em seu espírito. Agem como reis, inatingíveis embora, ao mesmo tempo, populares. Se alguém não os nota ou deles desdenha, sentir-se-ão ofendidos mas farão de tudo para parecem impassíveis. Porém, em seu íntimo foram já bastante feridos. Porque dependem muito da admiração dos outros para confiarem em si mesmos. Seu brilho ofuscante esconde no mais das vezes a necessidade incontrolável de representar e estar no centro dos acontecimentos.
O leonino teme demais a rejeição, e só consegue reagir a este medo antecipando-se a ele, e fazendo-se visto e ouvido a toda hora. Por sentir-se dono de um trono, não aceita de bom grado ficar em posição subalterna. Assim, não terá pudor em dizer exatamente o que seus ouvintes, chefes ou empregados, querem ouvir, se for preciso agradá-los. Mas não chega ao ponto de bajular as pessoas, pois isso seria contrário ao seu sentimento régio e intocável. E não conseguem aceitar um erro. Darão diversas desculpas, mas em nenhuma delas reconhecerá a própria culpa.
Adoram crianças em geral, pois identifica-se muito com elas. Empenham-se no amor com ardor, sobrepujando qualquer dificuldade com demonstrações ainda mais explícitas de paixão. Quando amam, são fiéis e devotados
Na mitologia, este signo representa o Leão de Neméia, o monstro morto por Hércules durante os seus trabalhos lendários. O símbolo do leão é o de um soberano, que encarna tanto a virtude e a sabedoria do mundo, quando o orgulho vão por sua própria posição. Quando cegam-se com suas pretensas qualidades, tornam-se tiranos prepotentes. O Leão de Neméia encarnava este lado destruidor que existe latente em todo leonino. Seu lado positivo estava justamente na pele impenetrável que o tornava indestrutível, e que Hércules depois usou como armadura.
Leoninos podem ser indestrutíveis quando estão de bem com a vida, o que não é muito incomum. Têm uma energia magna e vitalizante, provida pelo elemento fogo que caracteriza este signo. Seu carisma é inegável. Quando lideram alguma iniciativa, não precisam se impor. Os outros o conduzem à direção, devido ao seu magnetismo pessoal. E quando conhecem bem os limites de seu poder, acabam tornando-se chefes exemplares, capazes de animar toda a equipe e unir pessoas dos mais diferentes tipos em torno de um objetivo comum.

Amor

O amor para Leão é como todos os outros aspectos de sua vida: grandioso, performático e extravagante. Ele adora estar apaixonado, mas não se esqueça que ele tem a necessidade de ser objeto de adoração e muitas vezes se envolve tanto nesse jogo que acaba se esquecendo de suas necessidades.
Leoninos são extremamente românticos e fazem questão de demonstrar isso, seja com presentes, gestos ou surpresas. Além disso, é fiel e defende com unhas e dentes o ser amado e, apesar de gostar da atenção do sexo oposto, é leal e constante.
Por toda essa dedicação, Leão exige total fidelidade e é muito ciumento, traições jamais são esquecidas e o ferem profundamente. E não é só isso o que ele espera de seu amante, mas também que seu parceiro/a o trate como rei ou rainha, o que ás vezes pode ser extremamente cansativo.

Carreira

A auto-confiança dos leoninos dá a eles uma característica que se destaca de outros signos. Firmes em seus propósitos, transpassam bastante segurança. O exibicionismo às vezes faz com que as pessoas mantenham uma certa distância, mas eles adoram contar vantagem em tudo.
Leoninos são bastante concentrados no que fazem, e ideais nobres como lealdade fazem deles ótimos colegas de trabalho. A segurança que proporcionam facilita a eles uma posição de liderança.
Quem nasce sob o signo de Leão tem chances de se tornar um ótimo professor ou arquiteto (para usar sua sensibilidade ao belo e ao harmônico). Também podem ser excelentes gerentes ou estar em posição de comando de um grande grupo de pessoas.

 

Nossa quanta coisa pra minha coisa fofa. Ainda tem o horoscopo chinês. Vocês acham que vou deixar barato. Bom, se ela nasceu no dia 18/08 então ela é do signo do Boi. Vejam o que dizem sobre o Boi.

Saúde : possíveis problemas com garganta, dentes e cordas vocais, furúnculos e abcessos.

Defeitos : Pode ser mesquinho e avarento, além de irritadiço. Se for provocado, pode premeditar o mal e se vingar. A ironia e o sarcasmo são armas poderosas.

Características : O Boi esconde suas emoções por trás de sua reserva e de sua introspecção, pretendendo dar a isso ares de cautela e ponderação, mas querendo ocultar, na verdade, sua necessidade de auto-afirmação e sua carência afetiva, que ele teima em negar. Busca através de suas ações provar seu valor e sua capacidade, mas não faz isso em função dos outros, mas para si mesmo. O Boi é um constante desafiador de seus próprios limites e sabe como ocultar sua ambição. O que ele busca para sua vida é a solidez, por isso trabalha nesse sentido durante sua juventude, para colher na maturidade a segurança de que precisa para explorar os aspectos emocionais de sua vida, que oculta com sua racionalidade às vezes exasperaste. Essa sua preocupação com o futuro, na maior parte das vezes, impede que ele viva o presente. Na esperança de algo que está distante, o Boi sacrifica os melhores anos de sua existência, mas não foge ao que planejou para si mesmo. No devido tempo ele se revelará e revelará aos outros o seu verdadeiro caráter. Apegados às necessidades materiais da família, o Boi deixa a desejar quanto ao aspecto emocional, sendo muito econômico nas suas manifestações de carinho.No sexo podem ser amantes pacientes e preocupados com a própria imagem, atentos, porém, às necessidades do sexo oposto, a quem procuram demonstrar, através das sensações físicas, aquilo que não consegue verbalizar. Na cama, pode-se afirmar que o Boi não ama, ela presta um culto de adoração a sua companhia

Nome Chinês: NIÚ, Nome Japonês: UCHI

Horas: 1:00 às 3:00 horas, Direção: norte-nordeste, Mês Favorável: julho (inverno)

Elemento: Água, Polaridade: Yin, Planeta Regente: Mercúrio

Metais: chumbo, Pedras: ônix e quartzo, Erva: malva, Perfume: cítrico

Cores: preto, cinza e verde-escuro, Flor: violeta, Planta: alecrim

Número da Sorte: 8, Dia da Sorte: sábado

 

 

Já num gostei deste signo (huahaush). Vou lá reclamar. Aonde já se viu isto. Falar estas barbaridades da minha lindinha do coração do vovô. Ninguém merece. Bom. Cansei. Vou colar umas fontinhas pra vocês, porque eu tô aqui namorando ela ainda e vocês ficam ai lendo.

Beijos pra quem é de beijos, abraços para quem é de abraços.

 

 

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domingo, 21 de junho de 2009

Direitos Iguais

 

Quem me conhece sabe que direito é direito independente de quem ou para quem seja. Saiu uma reportagem no O Globo muito interessante sobre igualdade de direitos que reproduzo na integra para todos (esta aqui no link para quem quiser comprovar: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/06/19/caixa-concede-seis-meses-de-licenca-adocao-para-homens-756416933.asp )

 

 

CAIXA CONCEDE SEIS MESES DE LICENÇA-ADOÇÃO PARA HOMENS

RIO - A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira que decidiu conceder até 180 dias de licença-adoção para seus empregados solteiros ou em relação estável homoafetiva. O benefício já havia sido instituído pelo banco em abril deste ano, mas apenas para mulheres. Desde então, passaram a valer a licença-maternidade e a licença-adoção de seis meses para as funcionárias. Para os homens que adotassem uma criança, o benefício estava limitado a 30 dias.

A ampliação do benefício garante direitos iguais para homens e mulheres que trabalham na instituição, segundo a Gerente da Padrões e Planejamento da Caixa, Laura Macedo, que destaca o
papel pioneiro da empresa.

- Nosso foco é o desenvolvimento da criança. Também ampliamos a licença-paternidade para dez
dias não consecutivos, quando a CLT prevê apenas cinco dias consecutivos - explicou.
De acordo com a gerente da Caixa, a ampliação da licença-adoção para os homens resulta de um
esforço do banco para investir na questão da diversidade interna dos empregados, na expectativa de
quebrar estigmas e contagiar a sociedade.

- Este processo começou em 2006, quando o banco criou a possibilidade do funcionário cadastrar o
companheiro homossexual como beneficiário da Previdência - lembra Laura Macedo.

Segundo a Caixa, esta licença-adoção ampliada para o homem solteiro ou em união homoafetiva terá início na data estabelecida para o início da guarda. Os prazos serão diferenciados, de acordo com a idade da criança. Para adoção de um bebê com até um ano de idade, a licença é de 180 dias. No caso de crianças até quatro anos, será de 120 dias. Se a idade for entre quatro e oito anos, o funcionário poderá ficar 75 dias em casa.

Se dois funcionários da Caixa tiverem uma relação homoafetiva e adotarem uma criança juntos, apenas aquele que tiver a paternidade registrada em documento poderá usufruir do benefício.

O Globo – 19/06/2009 - http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/06/19/caixa-concede-seis-meses-de-licenca-adocao-para-homens-756416933.asp

 

 

Bom, seria uma simples notícia se não houve o radical homo. Esta simples palavrinha foi o suficiente para alavancar para movimentar corações e mentes mover uma discussão sem sentido.

A inciativa da Caixa tem por único objetivo auxiliar a criança. Porém tinha neguinho misturando tudo. Fizeram comentários desde do ódio homofóbico até da incompetência da caixa em atender as pessoas. Agora pergunto, o que uma coisa tem haver com a outra? Povo sem noção. Esqueceram que o foco da medida é o bem estar da criança e não pensamentos sócio-partidários a favor ou contra relacionamentos homossexuais. Povo idiota.

Vamos combinar. Fico muito danado quando mudam o foco da discussão por pura burrice. Uma medida tão legal da Caixa que vai beneficiar diretamente a criança adotada e vem um monte de imbecil e fica discutindo se sexo entre dois homens é saudável ou não. Fala sério. Este nem é o foco do post.

Bom, hoje li na coluna do João Ximenes Braga um tópico que fala justamente sobre o terror que determinadas liberdades de nossas vidas causam sobre outros, principalmente aos mais conservadores? O grande motivo de tanta indignação, tanto ódio é o fato do julgamento moral não ter a mínima importância nas nossas vidas. A gente não deixa de fazer absolutamente nada, mais nada mesmo nas nossas vidas por causa do julgamento moral dos alheios. Mesmo que seja as escondidas.

Nunca havia pensado nisto. Os moralistas tem noção disto. Nós não. A gente fica aqui pensando: Meu Deus o que os outros vão pensar, vou fazer isto mais escondidinho ou aquilo daquela forma para não chocar etc etc. Só que iremos fazer, independentemente do que pensem se é certo ou errado. Os moralistas de plantão sabem deste nosso temor e se aproveitam disto. João Ximenes Braga, você é um gênio.

Depois deste post finalmente entendi porque tanto ódio em determinadas pessoas. Estas pessoas perceberam que por mais que elas gritem, xinguem, pulem etc, ninguém vai deixar de fazer o que querem. Porque na realidade, ninguém se importa de verdade com o julgamento moral dos outros. A pura realidade da vida é esta. Assim, o único jeito dos moralistas chamarem a atenção é a partir da agressão.

Vou postar na integra a coluna de João Ximenes Braga. Infelizmente não sei o link. Saiu no O Globo de 21/06/2009 na seção O País (se alguém souber o link, por favor me passe).

 

 

“A REVOLTA DOS PERDIGOTOS

Homoterrorismo é a desimportância em desespero. A sexualidade é inalterável e inatingível. E quando se trata de sexualidade, só existe uma coisa no mundo que consegue ser mais desprovida de importância que a opinião pessoal: o julgamento moral.

Você pode julgar quanto quiser a sexualidade alheia. Não tem importância. Você pode ser hétero e fazer a elegia dos seus amigos gays. Não tem importância. Você ser gay e fazer piadas maldosas sobre o comportamento ‘careta’ dos héteros. Não tem importância. Eles não deixarão de ser o que são.

Você pode ser conservador e barrar leis no Congresso, fazer passeatas pela família, dizer que o mundo está acabando, que Deus vai punir a todos. Não tem importância, não passa do registro da fofoca, ninguém vai deixar de se deitar com quem quer. Pode até deitar escondido, ou demorar a criar coragem, mas vai deitar. Deitar e suar e trocar saliva e outros fluidos que, com sorte, ficarão na camisinha.

E você pode achar isto nojento. Mas não tem importância Pois a sua opinião e o seu julgamento sobre a sexualidade alheia não tem importância. Porque é alheia. Se é alheia, é do outro; se é do outro, não é sua; não sendo sua, não vai mudar por sua causa.

Você pode ser deputado crente ou padre pitboy, pode ser simpatizante ou skinhead, pode ser presidente do Irã ou suplente do PTC, grandes coisas, azar o seu, a sexualidade alheia continuará a não ser da sua conta. O pessoal vai continuar deitando e suando e trocando saliva enquanto você desperdiça os seus perdigotos uivando indignações pelas esquinas.

Aí, numa desesperada tentativa de não admitir que seu julgamento moral é inútil, você joga uma bomba. Você pode até matar alguns indivíduos. Ferir outros. Emperrar a vida de muitos. Vãs tentativas de ter importância, pois não vai, jamais, impedir que o mundo gire, a lusitana rode e as pessoas se deitem com quem quiserem, como quiserem. Seu julgamento moral e sua opinião, quaisquer que sejam, serão para sempre da mais profunda desimportância.

A não ser, claro, para você mesmo. Pois como diz Tennesse Williams na voz de Chance, o protagonista de ‘Doce pássaro da juventude’, a grande diferença entre as pessoas neste mundo ‘ não é entre quem é rico e pobre, bom ou mau.É entre quem tem ou teve prazer no amor e quem nunca teve prazer no amor, apenas observou, com inveja, inveja doentia’.”

João Ximenes Braga – O Globo – 20/06/2009

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A dor de quem tem

 

Hoje não estou nos meus dias mais inspirados. Entrei no período de dor. Oh dor oh vida oh azar. Não sou como a hiena Hardy do desenho que ficava se lamuriando e achando que tudo iria dar errado na vida.

 

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Na realidade tenho dor crônica causada por uma fenda nos neurotransmissores. Pelo menos foi isto que o neurologista me disse. Como ele é muito conceituado e eu também não sou nenhum ignorante no assunto, assumi como verdadeira a explicação e desde então me trato para dor crônica. Desde que me entendo por gente sinto dores. Mas sabem aquela história, criança não sente dor. Imagina. Dor de cabeça então, nem pensar. Sorte que hoje em dia as coisas mudaram muito. Se eu tivesse nascido hoje em dia quem sabe as coisas não seriam diferentes.

Pensando bem, acho que não queria nascer hoje em dia. Sabem porque? Porque se eu nascesse exatamente hoje, todas as pessoas que conheço já teriam nascido, ou pior, partido. Não tenho certeza se quero uma vida diferente da que tenho hoje. Sei lá.

Estou filosófico, né. Acho que é por causa dos filmes que assistimos nestes dias de folia. Os filmes foram O Leitor e A Curiosa História de Benjamin Buttom. São filmes reflexivos, profundos até. Ah gente, desculpa, mas vou contar a historia do filme para vocês. Quem viu viu, quem não viu vá ver. Pois, vale realmente a pena. Quem não curte saber da historia do filme que pare de ler a partir de agora. Ninguém deve ler meu blog mesmo. Assim a dor na minha consciência não pesa muito. Bom, vamos deixar dos entretantos e partir de direto para os finalmentes, como diria o saudoso Odorico Paraguassú.

O Leitor (The Reader)

O filme é belíssimo teve cinco indicações para o Oscar 2009. Acho que a atriz principal ganhou um, não sei bem. Fala sério premiação de entrega do Oscar em plena segunda feira de carnaval? Eles estavam de sacanagem, né. Se rolou uma estatueta para alguém do filme eu realmente não tenho certeza e também pouco me importa. O que importa é que o filme é bom pra chuchu a beça. Independente de estatueta ou não.

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Bom, O Leitor trata-se da história de um estudante alemão que conhece uma moça bem mais velha do que ele. Claro que eles se apaixonam. Rola um sexo básico entre eles, que era mais do que esperado. No entanto, o mais legal e ir percebendo como a história deles se desenrola. Como perceber que a moça não sabe ler.

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Ah esqueci de contar. Na realidade, o filme se passa quase todo em flashback. Porque o moço atualmente é um juiz conceituado e coisa e tal e que fica o tempo todo se lembrando do tal romance. Mais adiante conto o motivo.

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Bom voltando. Como disse, o legal é perceber a forma sutil como a moça demonstra que não sabe ler e escrever. Ela se recusa a ver mapas, por exemplo. Recusa-se a escolher os pratos nos restaurantes que eles frequentam ou, o mais curioso de tudo, pede pede compulsivamente que leiam para ela. Num determinado momento do romance, eles transam depois dele ler para ela. Isto é marcante.

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Uma coisa ficou muito claro. A moça, mesmo não sabendo ler ou escrever, é dotada de sensibilidade e cultura. Amigos, vamos combinar que cultura nada bem a ver com conhecimento mesmo.

Bom, o filme tem uma reviravolta quando a moça desaparece no mundo. Os motivos deste desaparecimento não vem ao caso. Quem quiser saber que vá assistir ao filme. O rapaz sofre, mas sobrevive. Anos mais tarde, este rapaz, já frequentando uma conceituada escola de direito, encontra com a tal moça num tribunal sendo julgada por crimes de guerra.

Vamos combinar que é um choque para qualquer um ver o seu objeto de desejo sendo julgado por crimes cruéis. Agora imagina isto na cabeça de um alemão. Para os alemães isto ainda é uma cicatriz ainda muito difícil de curar. O julgamento rola a todo vapor e num determinado momento colocam a moça em prova. Querem que ela escreva qualquer coisa em um pedaço de papel para servir de prova da inocência dela contra um determinado documento supostamente escrito por ela. Isto poderia lhe custar a prisão perpetua ou uma sentença bem mais branda.

Amigos, neste momento a gente sente o peso do orgulho de um ser humano. Para não admitir que não sabia ler e nem escrever a moça simplesmente assume toda a culpa. Para nós tupiniquins, com uma população enorme de analfabetos, é muito esquisito ver alguém assumir uma culpa só para não admitir o analfabetismo. Agora para um alemão não. Imagina. Talvez ela seja a única na família que não saiba ler. A população alemã é toda alfabetizada. Não saber ler ou escrever é uma vergonha muito grande para eles, alemães. Neste momento todo o orgulho de uma nação é posto a prova.

O filme também evidenciou o respeito as decisões individuais. Nosso herói sabia de tudo. Tudo mesmo. Ele poderia naquele momento mudar o curso da história. No entanto, mesmo assim permaneceu calado. Para nós latinos é algo muito difícil de compreender. Devemos respeitar as decisões individuais. Cada uma sabe de si. A gente infelizmente não entende isto. Ficou claro ali.

Nosso herói sofreu. Mas, mais uma vez sobreviveu. Casou, teve filhos e se divorciou. A vida dele tomou o rumo que deveria tomar e em um belo dia teve uma brilhante idéia. Gravar as leituras que fazia e encaminhar para a tal moça. Assim fez durante longos anos.

Bom, de tanto ouvir a moça acabou entendendo o significado das palavras e começou a escrever. Gente, momento simplesmente maravilhoso do filme. Como foi lindo perceber o significado das palavras. Só quem trabalha com educação consegue entender o que digo. Alguém sair de um estado bruto para um estado lapidado por força da educação. Realmente é algo mágico. O filme continua, ate que a moça consegue liberdade. Não fica claro como esta liberdade chega. Só sei que chega.

Bom, começa outro drama. Nossa heroína simplesmente não está preparada para o mundo novo. Adivinhem o que acontece? Sim, amigos. Infelizmente ela parte. O filme é este. Aí nosso herói viaja para os EUA, tem mais uns diálogos. No final ele termina se reconciliando com a filha e contando toda a historia da vida dele.

Como disse o Filme o Leitor é emocionante, vale a pena a ida ao cinema.

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)

A história é curiosa e tocante ao mesmo tempo. Não sei se todo mundo curte reflexão. Bom eu de vez em quando sou chegado a uma. Só de vez em quando, hein. Faz a gente refletir um bocado. Será que gostaríamos mesmo de voltar no tempo? Valeria mesmo a pena.

Tal como o filme anterior, também não sei se este filme foi merecedor de alguma estatueta. Vida triste esta de Oscar em pleno carnaval. Ninguém merece. Enfim, faz parte, como dizia um personagem do BBB.

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Bom, a historia começa com uma senhora (Daisy) nos seus últimos momentos de vida falando para sua filha de como é importante que o tempo sempre ande para frente. Então ela conta uma incrível historia de um homem que perdeu o único filho na guerra e de tanta tristeza construiu um relógio que sempre contava o tempo para trás.

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Neste meio tempo Daisy pede a filha que leia um diário, pois ela nunca havia conseguido ler. A filha não acha oportuno, mas a mãe insiste com o argumento de que a voz da filha é doce e lhe acalma. Aí a historia começa de verdade.

Tudo começa no ano de 1918 (final da primeira guerra) com o nascimento de uma estranha criança. Um bebê que nasceu com mais de 80 anos. Na realidade, ele nasceu pequeno como um bebê, só que com todas as enfermidades de uma pessoa senil (catarata, osteoporose, pneumonia, ausência de elasticidade na pela  etc). O pai quando viu aquele bebê com aparência tão assustadora quis se desfazer dele o quanto antes. O bebê, tadinho, foi abandonado num asilo.

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O bebê foi amparado e criado no asilo e logo todos perceberam que se tratava realmente de alguém diferente. O prognostico médico de pouco tempo de vida não se confirmou e o bebê começou a se desenvolver. Só que se desenvolver ao reverso. Ao invés de envelhecer o bebê cada vez mais ele rejuvenescia. Desta forma, as enfermidades devido a senilidade simplesmente se abrandavam com o passar dos anos.

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No asilo Benjamin (nosso herói) tinha contato permanente com uma face triste da vida. A morte. Para a maioria das crianças esta etapa só aparece muito adiante. Para Benjamin, não. Logo ele conheceu esta face da vida. Mas ele não se abatia e continuou a se desenvolver como uma criança, não tão normal, mas como uma criança.Bom, vou dar um pulo na história. Benjamin cresceu e se tornava cada vez mais jovem. Logo ele encontrou a “adolescência”. Coloquei entre aspas de proposito. Internamente ele tinha o espirito jovem, tinha toda a curiosidade inerente da juventude, só que tudo isto estava preso num corpo envelhecido. Então todos acreditavam que Benjamin fosse realmente um velho. Na “adolescência” Benjamin foi ganhar o mundo. Teve seus amores, seus desencantos.

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Benjamin tinha um amor de adolescência (Daysi). Quando ele retorna para casa seu grande amor quase não o reconhece. Porque realmente ele estava muito mais jovem. A final ele saiu de casa com a aparência de um homem de 60 anos e retorna parecendo ter uns 50.

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Os anos se passam e cada um vai construindo suas vidas como podem. Daisy torna-se uma das mais brilhantes bailarinas e Benjamin finalmente descobre que é filho de um milionário.

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A historia segue até que um dia os dois finalmente se encontram e no momento certo. Ambos aparentam ter exatamente a mesma idade. Ambos finalmente se encontram fisicamente na mesma idade cronológica.  Neste momento, Benjamin e Daisy resolvem viver o amor deles. Um amor bonito, tranquilo. Só que com um único problema. O tempo continua correndo para trás para Benjamin e para frente para Daisy.

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A diferença na direção temporal aflige Benjamin de um jeito que só depois consegui entender. Vejam só. Daysi constrói uma historia ao longo do tempo. Benjamin, não. A história de Benjamin só se descontrói. Que historia Benjamin vai ter no seu desenlace? Ele está fadado a esquecer tudo. Ele vai virar um bebê. Sem lembranças.

Por isto que ele escreveu um diário, lembram? Só que mesmo assim, vai chegar um determinado momento que ele não vai mais conseguir escrever o tal diário por pura incapacidade intelectual. O desenlace dele, por exemplo, deverá ser contado por alguém.

Benjamin está fadado a se tornar um bebê e alguém terá que cuidar dele até o seus últimos suspiros. Alguém terá que contar a história dele para ele. Gente, não sei se para vocês é fácil entender ou vivenciar isto, mas para mim isto é um tanto complicado. Imagina. Ter minha historia sendo contada desta forma. Realmente é para pensar. Depois de vivenciar a liberdade de construir a minha história perder tudo isto porque o tempo simplesmente me pre-destinou isto. Ah, não sei se quero isto para mim não. Sei lá. Para pensar.

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Voltando. Como Benjamin imaginou, ele realmente retrocedeu no tempo até o estágio de um bebê. Morreu como um bebê nos braços de Daisy. Morreu sem conseguir dizer as palavras que um diziam um para o outro todas as noite “Goodbye Daisy” “Goodbye Benjamin”. Inclusive, estas palavras eram ditas, mesmo quando eles não estavam juntos. “Goodbye Daisy” “Goodbye Benjamin”.

Benjamin morreu sem reconhecer a pessoa que amou durante toda uma vida. Morreu tendo sua historia sendo contada através de um diário incompleto. Coube a Daisy no leito de morte terminar a historia de Benjamin para a filha. A filha fica chocada quando descobre que seu verdadeiro pai é Benjamin.

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Bom gente, só me resta dizer para os heróis do filme “Goodbye Benjamin” “Goodbye Daysi”

Enfim, não me propus aqui a fazer uma narrativa completa dos filme. Coloquei minha impressão. Ambos os filmes valem a pena. São propostas diferentes, porém interessantes.

Hei. Vem cá. Comecei falando da minha dor e enveredei pelos filmes. A dor esqueci (hauahus). Como diz a musica da Marisa Montes (De mais ninguém) “Eu tenho a minha dor e não é de mais ninguém…”. Para não dizer que não falei das flores, coloco o clipe desta musica também. Sambo do crioulo doido que ficou o blog hoje.

Gente, beijos e fui.

Marisa Monte - De mais Ninguem